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Categoria: Blog/Site

Fazer APP para Celular para sua marca sem gastar muito

A importância do celular para o seu consumidor

Os celulares, mais precisamente os smartphones, são uma das ferramentas mais poderosas para coletar dados, pois não dizem apenas o que o consumidor quer mas aonde eles estão. Localização, atividade e tempo são uma combinação poderosa, mas a maioria das empresas está com tanta pressa em executar ações de mobile marketing que, erroneamente, focam na tecnologia em vez de focar nas pessoas. Suas mensagens enviadas acabam tendo pouca relevância e os consumidores as filtram como fazem com o telemarketing. O vídeo produzido pelo Google, por exemplo, mostra que os celulares são um dos maiores influenciadores no comportamento do usuário, ajudando a determinar como eles buscam, compram e respondem às campanhas.

Para ser relevante e chegar ao consumidor, as empresas precisam repensar suas estratégias de mobile. A audiência não é mais passiva, ela responde em tempo real, influenciando o escopo e a direção das ações. Estamos falando de criar um diálogo com o consumidor. E para que isso aconteça, as marcas precisam motivar a participação com ações dinâmicas e flexíveis, como os aplicativos para celular.

O mercado de aplicativos móveis

Foram quase 8 bilhões de aplicativos baixados em 2010 e estima-se que, até o final deste ano,  serão movimentados cerca de U$6,8 bilhões mundialmente neste mercado. Em crescimento acelerado e abrangendo muitas oportunidades, aumenta também a demanda por empresas ou profissionais que botem a mão na massa.

Para evitar os preços lá em cima, aumentar sua produtividade e driblar a falta de tempo, separei neste post 4 ferramentas online simples para criar protótipos de aplicativos e rodá-los no próprio aparelho celular, e também 3 sites que permitem a criação de aplicativos móveis (uns gratuitos outros com planos mensais) sem a necessidade de programar nada:

Ferramentas online para protótipos de aplicativos mobile

Flair Builder: custa $99, porém há grandes descontos para quando há vários usuários trabalhando juntos. É possível testar a ferramenta por 15 dias gratuitamente;

• iPhone Prototype: da SourceForge, é um projeto gratuito e opensource que funciona como um plug-in em seu browser;

• Pidoco: o plano mensal mais básico custa $9, porém é possível testá-lo gratuitamente por 30 dias. Para que seu protótipo funcione no próprio aparelho celular, a empresa oferece aplicativos de iPhone e iPad que oferecem este recurso;

• Prototypes: é um aplicativo da Mac App Store que custa $39 e, com uma interface muito simples de arrastar e linkar, é possível desenvolver protótipos de aplicativos e testá-los no próprio celular sem necessidade de ter um servidor.

Sites para criar aplicativo mobile sem programação

• Universo.mobi: apesar de serem poucas as opções de personalização e de não poder fugir muito dos recursos oferecidos, já é um começo para quem não necessita de algo muito complexo;

• AppsMakerStore: possui “pacotes” pré-definidos que oferecem inúmeras combinações e variações para montar seu próprio aplicativo. É possível personalizar todo o conteúdo. Há um plano básico gratuito e outros que vão de $9 a $49 por mês;

• AppMakr: oferece os mesmos recursos que o anterior, porém com ferramentas de métricas e de monetização do seu aplicativo. Há um plano limitado gratuito e outro por $79 mensais.

O conto das azuis x vermelhas

Charles Bukowski tinha as corridas de cavalo aos sábados pela manhã. Era a sua maneira de se livrar de qualquer tédio. Eu não as tenho. E acordei com muita vontade de escrever, mas o texto ficou entalado bem atrás da minha orelha, não conseguiu fluir pelos meus dedos. Tentei, não deu, levantei e fui caminhar no parque. Saí de chinelo, meias e bermuda. O sol tirou o gelo dos meus pés e o céu (mais uma vez) me ofereceu algum conforto.

Uma partida de futebol feminino infantil estava para começar ali no campinho. Ganhei o dia. Antes fui comprar um sanduíche na lanchonete mais próxima, uma brilhante invenção da culinária junkie: dois hambúrgueres, cheddar, fatias de bacon e creme de abacate. Sim, abacate. Hambúrguer com abacate. Pedi pra viagem, comprei o jornal do dia e voltei ao parque. Ajeitei-me na colina mais confortável e me aprontei para o espetáculo.

As meninas de vermelho se aqueciam com bolas cor-de-rosa, prata ou roxa. As de azul tinham bolas azuis mesmo. Papais e mamães na beira do gramado, em cadeiras de praia e bebidas devidamente acomodadas em caixas com gelo. Os bebês rolando pelo gramado. Enquanto as jogadoras faziam alguns movimentos inúteis, criados pelos treinadores nerds, fui engolindo o lanche. Bem gostoso. Peguei o jornal: Bush nega que CIA usa métodos de tortura. Ah, claro, não precisa nem dizer, todos sabemos da eficiência de Guantanamo e Abu Grabi.

Apita o árbitro, começa mais uma partida em Brea, Orange County. O técnico das vermelhas arma o time num esquema nunca visto antes: 3-7. Ou seja, três garotas plantadas na defesa e sete tresloucadas correndo pelo gramado. O time de azul é mais uniforme, tem dez na linha com permissão para subir ao ataque ou recuar para a defesa. Tanto faz, elas decidem. O ponto forte são as duas atacantes, Christie e Evelyn, donas de algum controle de bola. O ponto fraco é a goleira, Marty, que não deve medir mais de 90cm. À distância, parece uma Barbie perdida na grande área.

Nos 10 primeiros minutos, o jogo fica amarrado, feio, a bola não sai do meio de campo. As meninas estão descontroladas. Parece um Corinthians e América de Natal pelo Brasileirão 2007. O técnica das vermelhas só grita “joga pro lado!” – o que não ajuda para o bom andamento do espetáculo. O time azul começa a se entender melhor e passa a distribuir melhor o jogo. Entre uma canelada e outra, a número 10 recebe a bola, corre, corre, chuta em diagonal, dá certo, a número 8 recebe, corre mais um pouco, corre, corre, corre e acaba o gramado. Ela esqueceu de fazer alguma coisa. A goleira do time vermelho, ruiva e com duas maria-chiquinhas, dá um saltinho de alegria. Ele sente que Christie e Evelyn darão trabalho.

Nova saída de bola. A ruivinha dá um chute de 5 metros, o suficiente para a bola sair da grande área. Uma das gordinhas da defesa alcança a pelota, já marcada por uma nuvem de garotas vestidas de azul. Do fumacê, a bola espirra em direção ao meio-campo, onde está uma das 7 atacantes. Ela recebe, joga pro lado, como manda o chefe, e acerta o passe para a japinha. Está armado o contra-ataque. Ela corre, escapa da primeira azulete, da segunda, lindo lance! Alcança a ponta da grande área, a pequena de azul treme as perninhas, ela prepara o chute e… pelo amor dos meus filhinhos! Se o gol fosse na bandeira de escanteio, seria um golaço.

Christie e Evelyn conversam alguma coisa. Devem combinar alguma jogada. O jogo recomeça, com fortes emoções. Especialmente para os pais, que não aguentam mais tanta canelada nas suas crianças. A meio-campista de azul recebe a bola. Olha para o lado e encontra Christie. Christie domina, limpa a primeira, avança pela lateral e cruza na diagonal. Passe perfeito. A torcida enlouquece! Evelyn ajeita com a perna esquerda, rola com a direita e chuta no canto. Goooooool!!!!!!!!! Sem chances para a ruivinha! Azuis 1 x Vermelhas 0.

O técnico das vermelhas solta mais alguns gritinhos. Ele já está ficando rouco. Ele pede pra camisa 7, que já tem até seios, recomeçar a partida. A japinha toca e ela dá um bico pra frente. A defesa de azul rebate, mas a sobra é da japinha. Ela agora atua pelo flanco direito e se dá bem. Ela avança, entra na grande área! O gol é imenso para a pequena Marty. A japinha respira fundo, mira e chuta forte! Marty incrivelmente salta como uma pulga e faz uma brilhante defesa! A torcida vibra! O que é um pontinho amarelo vestido de azul na grande área? É a Marty.

Marty vai repor o lance. Oh, não! Suas perninhas dobram diante de uma bola tão pesada e alguma tresloucada de vermelho se aproveita! Gooooooool!!!!!!!!!!!! Azuis 1 x Vermelhas 1.

Christie e Evelyn pegam a bola e levam-na à marca central. Mas o juiz não recomeça o jogo. Pelo contrário, ele pede um minutinho. Marty está ajoelhada na pequena na área, chorando com a cabeça entre as mãos, inconformada por ter levado um gol tão infantil. O técnico vai até lá, conversa com ela. Ela decide sair do jogo. Tira a camisa e corre para o colo da mãe. Tadinha da Marty, ela vai ficar melhor. Alguém ocupa a função de goleira do time azul.

Apita o juiz. Esse são os melhores momentos do primeiro tempo, que acaba empatado.

Deitei na grama, comecei a tirar um cochilo. Fui acordado por gritos da torcida. Abri os olhos, apenas mais uma confusão no meio-campo. Ou seja, retomada a partida!

A de vermelho ganha a bola e perde para a de azul. A de azul erra o chute e perde para a de vermelho. A de vermelho se confunde e perde para a outra de vermelho. A outra de vermelho joga para o lado e perde para a azul. A azul ganha da outra de azul e a bola vai para a lateral. O técnico do time azul anuncia uma substituição e quem volta? Marty! Ela mesma! Volta com a camisa 20, sedenta por vingança. Marty corre para o ataque, ninguém toca pra ela. Ela volta e pega a bola por conta própria e manda para o ataque. O ataque perde a bola e Marty volta para ajudar a zaga. Ela toma a bola da japinha de vermelho e deixa para Christie. Christie divide o lance com a de vermelho-que-já-tem-seios
e corre em direção ao gol adversário! Ela entra na área, passa pela primeira zagueira e… penalty! Penalidade máxima! Marty dá 358 saltinhos de alegria! Christie e Evelyn se abraçam!

Evelyn, que fez o primeiro gol, assume a responsabilidade pela cobrança. Ela coloca a bola na marca, dá alguns passos para trás, se concentra, corre, chuta e na traaaaaaaaave!!!!!!!!!! A bola espirra por toda a linha do gol, passa por trás da ruivinha de maria-chiquinhas, as tresloucadas de vermelho avançam para o rebote! Nenhuma delas acerta! Sobra para Christie, que limpa o lace, divide com a zagueira central de vermelho, dá um chute mascado e… defende a ruivinha de maria-chiquinhas! Que partida emocionante!

O jogo ganha cadência. As duas equipes já se estudaram bem e fazem marcação menina a menina. A partida segue truncada, com poucas opções de gol. Marty entra numa dividida e sobe 1.5 metro de altura. Todos esperam a reação da comissão técnica, mas ela mesmo se levanta, tira a franja dos olhos, ajeita o rabo-de-cavalo e parte para outra. No lance de maior perigo, uma das sete tresloucadas ganha a grande área azul e a virada se faz clara. Mas a goleira de azul se atira nos pés da atacante para fazer uma linda defesa. Ela toma uma joelhada na maçã do rosto e o cronômetro é interrompido para a entrada do médico. Um jato d’água na cara e tudo ok.

Está desenhado o empate, senhoras e senhores. Último minuto! A equipe vermelha, mesmo no campo de ataque, joga a bola para a lateral. Cobrança feita pela menina de azul, completamente errada. Sem noção mesmo. O juiz dá reversão. Cobrada a reversão, a tresloucada de vermelho consegue finalmente tocar para a outra tresloucada de vermelho, que corre reto em direção ao gol! Bobeira da zaga azul! A atacante de vermelho avança sozinha com domínio de bola, ajeita e goooooool!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Vira o jogo o time das meninas de vermelho! Para delírio do técnico nerd!

Recomeça o jogo, não dá tempo para mais nada. O juiz encerra a partida. Azuis 1 x Vermelhas 2.

Vale a pena começar um blog?

Quem nunca pensou em começar a escrever um blog? Ok, muita gente. Também sei que muita gente já pensou, pensa e vai pensar em criar algo. A questão é: vale a pena?

O que é um blog?

“Um blog ou blogue é um site cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos dos chamados artigos, ou posts. Estes são, em geral, organizados de forma cronológica inversa, tendo como foco a temática proposta do blog, podendo ser escritos por um número variável de pessoas, de acordo com a política do blog.” – Wikipedia

O primeiro, dito, “blog” surgiu em 1997 com Jorn Barger e até então a coisa evolui e tomou corpo (ou corpos) completamente diferente. Hoje temos blogs que possuem milhões de acessos mensais, blogs que se viram “obrigados” a evoluir para uma certa forma de portal e portais que abrigam diversos blogs de seus jornalistas, por exemplo. Há também fast blogs, como o Tumblr e o Posterous e micro blogs, como o Twitter. Até dentro do Facebook, com o recurso de notas, podemos ter um “blog”.

Vale a pena começar um blog?

Parando um pouco com o blá blá blá e retomando o papo sério, no ano passado o Brasil foi o país que ficou em primeiro no top 10 do mercado global de Blogs, com 95,9% de alcance. Um crescimento de 44% em relação a 2010 (comScore2012). Isso simplesmente significa que os brasileiros passaram a visitar páginas que foram consideradas blogs muito mais do que os outros, ou seja, estamos cada vez mais inseridos dentro do mundo da blogosfera. Não importa se você passa o dia inteiro em apenas um blog.. err.. 9gag… O importante é que essa categoria nada nova, porém extremamente mutável, faz parte do cotidiano do povo brasileiro.

quantos tipos de blogs você conhece?

E aí, vale?

Claro! Vale a pena se você está a fim de fazer o que gosta e transformar isso em algo novo e único. Não precisa nem ser útil, mas por que eu visitaria seu blog se há mais 15 iguais? Também não ache que criar meia dúzia de posts apenas vai fazer você ter milhares de views na primeira semana. É ter vontade de criar algo novo, de pesquisar e participar da comunidade comentando outros blogs, escrevendo muito e mostrando seu trabalho. Só não vale ser o chato (ou até pode valer, quem sabe!)

eu mesmo comecei e recomecei diversos blogs

O blog não é apenas mais um diário como há muito tempo foi (mas se você for alguém famoso isso pode até dar certo). Hoje, é muito mais para quem quer e há diversas pessoas que vivem de seus Blogs e estão muito bem, trabalham com posts pagos, conteúdo patrocinado, e-commerce. Há ainda outros que lutam para receber uma quantia considerável de adsense sem buscar pelo conhecimento e pelas ferramentas corretas. Temos também quem simplesmente mantém um blog por gostar de opinar sobre um ou vários temas. Escrever para blogs maiores que aceitam textos também pode ser uma solução para começar a aparecer no meio e chamar gente para o seu blog.

Eu mesmo comecei e recomecei diversos blogs. No fim das contas estou em um blog coletivo, com colaboradores incríveis, diversos amigos e companheiros de trabalho e profissão.

Além disso, de acordo com os números apresentados anteriormente, vale a pena. o que importa é que essa categoria faz parte do cotidiano do povo brasileiro

Não, não vale a pena se você acha que realmente vai ficar rico da noite para o dia com uma ideia comum. Pode até acontecer, mas se fosse fácil assim todo mundo seria blogueiro.
 
O que realmente vale a pena é você fazer o que der na telha! De qualquer forma, sempre há espaço para mais um. Não importa se você irá fazer um blog com conteúdo erótico – leia pornô – e nesse ramo terá infinitos concorrentes, sempre haverá um nicho não explorado ou explorado de forma precária.

alternativa do google Adsense: BooBox

Para quem não sabe, google Adsense é um serviço de monetização de Blogs ou Websites cujo qual você coloca um anuncio(banner) do google no seu website/blog e recebe $$ pela quantidade de cliques e/ou por visualizações dos anuncios!

alternativa do google Adsense

Dependendo do tamanho do tráfico do seu site o google pode pagar muito bem, tem casos de blogueiros que ganham a vida com o google Adsense. Mas tudo isso  tem um porém, o google Adsense é bem restritivo e se você não prestar bem atenção nos termos de uso pode ter sua conta no Adsense suspensa, assim foi comigo (até hoje não sei o motivo). Depois de pesquisar bastante na internet, descobri o boobox uma nova ferramenta de monetização através de weboutdoor (propaganda).

Para quem não conhece (alguém ainda não conhece?), o boo-box permite fazer links em imagens, vídeos ou textos para uma espécie de vitrine virtual que relaciona as tags deste link com produtos de lojas virtuais, como o próprio Submarino.

O Boo-box é uma ferramenta que permite exibir anúncios de forma mais atraente, a idéia é permitir a integração entre vários sistemas de afiliados e você pode escolher qual sistema de afiliados você quer exibir em determinada palavra, imagem ou vídeo.

A ferramenta foi idealizada pelo Marco Gomes e logo se tornou uma startup e um dos poucos casos de produtos web criados no Brasil com boa repercussão no exterior.

Alguns depoimentos sobre quem já utilizou boo-box (retirados do forum wmonline):

“Em suma, recomendo sim, meus resultados foram satisfatórios.” Paulo Vitor – Brasilia – DF

“Então eu uso boo-box já tem um tempo, pra mim é excelente, meu blog não pega bem banners e o hotwords é fraco.”

O Que Define um Blog ou Site Como Comercial ou Não-Comercial?

Já faz tempo que uma questão legal perturba a vida de blogueiros, autores e detentores de direito autoral: o que caracteriza de forma definitiva um blog ou site como comercial ou não-comercial? A resposta à questão, que cada vez mais é repetida como a simplória “se tem propaganda, é comercial e fim”, está numa área um tanto cinzenta, se não no ponto de vista legal (algum advogado especializado em internet presente?), pelo menos na interpretação, abrindo margem a complicadas e desagradáveis situações.

Com a popularização dos programas de afiliados, em que o dono do blog recebe um valor de acordo com cliques ou venda de produtos (de terceiros, não produtos do dono do blog), e de sistemas de doação, a ideia de que isso o torna comercial – independente de propagandas ser seu conteúdo principal ou não – passou a ser rapidamente difundida, especialmente por autores ávidos por lucrar em qualquer fonte, o que acredito não ser uma verdade absoluta. Por que penso assim? Vejamos…

Você Produz e Vende Algum Produto?

Como blogueiros, nossa ferramenta de trabalho é o blog, e nossos “produtos”, são os artigos. Eles levam nosso trabalho adiante, sua qualidade está ligada diretamente ao sucesso ou fracasso do blog, e não a presença de anúncios de terceiros, que geralmente estão presentes como uma forma de obter uma compensação financeira pelos nossos gastos e esforços pessoais. Os anúncios apresentam produtos que não são nossos; fazemos a divulgação em nosso espaço, e por isso recebemos algo

A imensa maioria de nosso conteúdo (falo de blogs tradicionais, escritos e/ou administrados por uma pessoa física) costuma ser grátis, tudo é oferecido aos  visitantes sem barreiras financeiras, que não paga nada para acessar e ler o que escrevemos e produzimos. Ele não paga pelos artigos, não paga para reutilizar o conhecimento adquirido, nem (em parte dos casos) para criar trabalhos derivados.

Assim, se o produto central do blog – os artigos – é oferecido gratuitamente, aonde está o vínculo comercial entre dono do blog e leitor para caracterizar o blog como “comercial”? O anúncio do afiliado não é o principal conteúdo do blog, portanto, não seria um blog comercial.

Há exceções, contrariando esses ideias que citei: se o blog tem conteúdos exclusivos para assinantes, que só podem conseguir mediante algum tipo de pagamento, já passa a existir a venda do conteúdo. Se o autor usa os artigos para divulgar um produto profissional, seja ele um artista plástico, artesão, médico ou o que for, pra mim também está caracterizado o uso comercial do blog.

Ou seja: quando o artigo existe com intuito de promover um produto ou serviço, o blog deixou de ser pessoal e passou a ser comercial.

“Você Apoia a Picaretagem”

Como muitos autores de conteúdo que leram até aqui já devem ter pensado (numa atitude tipicamente protecionista e irracional) que apoio a cópia de conteúdo sem regras e irrestrito, devo dizer, como autor de conteúdos também, que isso não é verdade. A cópia integral de postagens, por exemplo, é extremamente nociva especialmente para quem copia, mesmo publicando a fonte e deixando link visível para ela. O uso de fotografias e ilustrações sem consentimento do autor fere direitos autorais e pode resultar em processo criminal. Sei de tudo isso, e você leitor também deve saber…

A questão que eu discuto é mais de bom senso: que tipo de limitação o autor deve colocar em seus conteúdos, e até que ponto ele precisa “trancafiar” sua criação, para no fim das contas, acabar restringindo seu próprio sucesso e exposição?

Já li muitas versões de avisos de copyright, quase sempre redigidas sem qualquer embasamento legal, apenas calcadas no capricho desejo do autor. Entre as que me parecem próximas de definir o que é “uso comercial”:

  • usar o conteúdo para endorsar ou ajudar a divulgar diretamente um produto ou serviço à venda;
  • inserir o conteúdo como parte de um logotipo, marca ou qualquer símbolo que promova a venda de um produto ou serviço;
  • usar o conteúdo com o propósito principal de atrair a atenção de consumidores para um produto ou serviço à venda;
  • anexar o conteúdo a outros produtos ou serviços à venda;
  • exibir o conteúdo em blogs e sites cuja principal atividade é a venda de produtos e serviços, ou divulgação destes (como sites de venda, galerias de produtos, sites de empresas, portfólios online).

Lembrando que isto é apenas minha opinião, assim como os resultados da pesquisa do CC apresentados a seguir também não são uma lei.

De qualquer forma, o assunto gera discussão, e essas áreas cinzentas acabam deixando margem às interpretações, levando a acusações de má-intenção em uso de material protegido e outros problemas mais graves.

A Pesquisa de Opinião

Entre 2008 e 2009, a Creative Commons conduziu, com suporte da The Andrew W. Mellon Foundation, uma pesquisa sobre o tema, para tentar descobrir a opinião geral sobre o assunto, já que legalmente havia essa lacuna. Para quem não sabe, a Creative Commons é uma organização que fornece licenças definidas por cada autor para seus trabalhos, estando entre elas a opção “permissão de uso não-comercial”, e é exatamente esse termo “não-comercial” que gera discussão.

Creative Commons

Em uma escala variando entre 1 para “definitivamente não-comercial” e 100 para “definitivamente comercial”, foram apresentados os seguintes resultados:

Para a maioria, tanto de autores quanto de usuários das licenças (84.6 e 82.6, respectivamente), a presença de qualquer tipo de propaganda imediatamente classifica o site/blog como “comercial”. Por outro lado, casos específicos apresentaram resultado diferente: em caso de blogs/sites sem fins lucrativos, em que as propagandas são um forma de recuperar gastos de operação, as taxas caem para 59.2 e 71.7, respectivamente.

Na mesma escala, autores e usuários classificaram blogs/sites em que “dinheiro é obtido” como comercial (89.4 e 91.7, respectivamente), mas com taxas menores em caso de “dinheiro obtido para recuperar gastos em blogs/sites sem fins lucrativos”. Ambos os grupos classificaram uso “pessoal/privado” como não-comercial – 24.3 e 16.0, respectivamente.

A tolerância tanto de autores quando de usuários com blogs/sites citados como “sem fins lucrativos” parece ser mesmo maior, mesmo quando os resultados foram tomados em nível global (e não só nos Estados Unidos, como as anteriores): os resultados de ambos os grupos para “uso por entidades sem fins lucrativos que exibem propagada como meio de recuperar gastos” foi de 35.7 e 40.3, respectivamente.

O resultado do estudo pode ser visto aqui, no blog do CC (em inglês).

Segundo a licença não-comercial do Creative Commons, ao aplicá-la, o usuário não pode “usar o trabalho com propósito comercial”.  E voltamos ao círculo: exibir este conteúdo em um site em que tudo é oferecido de graça, mas mostra propagandas de terceiros, constitui “propósito comercial”?

Autores na Defensiva, Publicadores Temerosos

Tive um problema com isso em meu outro blog. Numa galeria com trabalhos de artistas encontrados pela internet, postei uma ilustração, cujo autor, em sua página de copyright, permitia a republicação de suas artes, desde que com link de volta para sua página, seu nome e apenas EM BLOGS PESSOAIS, com outras instruções sobre BLOGS E SITES COMERCIAIS.

Postei sua arte devidamente creditada, mas meses depois recebi seu comentário – um tanto agressivo – solicitando a imediata retirada do trabalho. Mesmo contrariado (pois havia seguido suas instruções de copyright), fiz isso rapidamente; o autor tem autonomia para fazer o que quiser com seu trabalho, a qualquer tempo, seja exibi-lo apenas em seu blog, guardá-lo em uma gaveta ou queimá-lo.

Mesmo eu fazendo link para sua galeria – o que lhe rendia um novo público e potenciais novos clientes – a presença de anúncios externos no blog levou o autor a considerar meu blog como comercial… Tudo isso seria evitado se houvesse uma regra clara sobre o que define uso comercial ou não-comercial.

Com essa indefinição, a questão acaba sendo resolvida apenas no bom senso; para quem publica, é preciso avaliar que risco vale a pena correr ao exibir um conteúdo produzido por outro autor. Um projeto com boa intenção pode virar um processo, e o medo acaba engessando o compartilhamento legal de informação. Na dúvida, pergunte sempre ao autor.

Por parte dos autores, fica faltando clareza sobre o que é permitido fazer com sua criação – até pelo medo de ser “frouxo” nas permissões e acabar incentivando o uso ilegal, criam limitações muito mais rígidas do que o necessário, com regras confusas, dando margem à interpretações dúbias.

E ficamos com esse cenário nada interessante, de detentores de direito autoral e publicadores em suas barricadas, enquanto poderiam estar trabalhando em conjunto, pelo bem de ambos e da internet.

nofollow – Porque e Onde Usar ou Não Usar

O nofollow é um valor para o atributo rel, da linguagem HTML, que quando usada em um link modifica sua importância frente às ferramentas de busca, como o Google, Yahoo, Bing e Ask, por exemplo. Desenvolvido em 2005, devido ao crescente uso de links para tentar manipular o resultado das pesquisas, ainda é alvo de controvérsia, já que embora seja fundamental sua aplicação em certas condições, quando mal empregado acaba tornando os sites e blogs mais “ilhados”, não fornecendo influência alguma na relevância de endereços apontados.

“- Não entendi bulhufas“.

Veja que é simples: os sites e blogs têm determinada reputação (como o PageRank) para os motores de busca. Assim, o Facebook é muito melhor rankeado do que o Blog Aprendiz, que é melhor rankeado do que um blog criado agora. Essa reputação é baseada em vários fatores, e principalmente na qualidade dos conteúdos, que por consequência leva o blog ou site a ter mais visitas e receber mais links em sua direção. Com isso, sempre que o “motor” do Google é usado para uma pesquisa, esses sites e blogs mais bem cotados aparecerão primeiro nos resultados.

É como se o seu blog fosse uma pessoa. Se ela é influente e sempre diz coisas legais e que a sociedade gosta, muitos falam dela, sua reputação aumenta, e o que ela disser terá mais importância. De modo similar, se sua “pessoa-blog” mente, fala bobagens, repete tudo o que os outros falam e tem um péssimo comportamento, o que ele diz não será levado a sério – e ninguém falará dele.

Quando o blog de melhor reputação aponta um link para algum lugar, é como se estivesse dando um voto de confiança para aquele endereço. O endereço que recebeu o link torna-se um pouquinho mais importante na classificação da busca. Porém, quanto mais links houver na página, menor a reputação passada em cada um. É o chamado “link juice”: a importância (PageRank) do blog é dividida entre os links (sejam internos ou externos), e quanto mais existirem, menor a importância dada por cada um ao seu alvo.

Exemplo simples de link juice

nofollow

Note que a relevância (PageRank) é divida pelo número de links na página, incluindo no exemplo do Blog C, que tendo 6, passa 2 em cada um dos três links, incluindo um link interno. Isto não quer dizer que o Blog A (PR 10) aumenta imediatamente o PR do Blog B em 2 pontos com um único link: o cálculo é mais complexo.

Não se deve criar um link com intuito de “subir a reputação” do receptor, e sim citá-lo por sua importância. Além disso, há páginas que, mesmo tendo importância na estrutura do blog, não têm muita na pesquisa; ninguém busca pela página de contato ou termos de uso de um blog no Google: procura o seu blog e as postagens dele.

Aproveitando-se do fato de, ao receber um link, o site ganhar este “voto” e um pouco do PageRank, criaram-se técnicas como as farm links, com sites colocavam várias dezenas de link apontando entre si.

Para resolver tudo isso surgiu o nofollow, que é muito simples de usar. No código-fonte de suas páginas, dentro do código, a estrutura de um link simples é:

<a href="url" title="titulo do link">Texto âncora</a>

Basta adicionar o atributo rel=”nofollow”. Fica assim:

<a rel="nofollow" href="url" title="titulo do link">Texto âncora</a>

Isso vai tornar o link “morto” quanto à passagem de relevancia para o alvo, mas ainda será funcional e útil para o visitante – o que se espera de um link.

Muitos aproveitaram-se disso para aumentar a relevância de alguns links, com o chamado “link sculpting”: os considerados “menos importantes” levavam nofollow, deixando todo o link juice para os restantes, que apontavam para um lugares estratégicos. Assim, se em uma página com PageRank 10, cinco links sem nofollow passariam 2 de PageRank para cada link, com o nofollow em quatro links, os 10 “pontos” disponíveis eram passados a um único link.

Para evitar isso, o Google mudou na atualização “Caffeine” de seu sistema de indexação, em 2010, passando o link juice que não ia para os links nofollow a não ser mais distribuído entre os restantes. Ou seja, naquela página com PageRank 10, e dois links, um com nofollow e um follow, o nofollow recebem zero do juice, e o único follow recebe só 50% (porque o juice continua sendo rateado entre todos os links, mesmo sem passar).

Assim, a estratégia de link sculpting fica esvaziada, e o nofollow volta a servir apenas para não passar relevância pelo link em que é usado. Se entender inglês.

Onde Usar nofollow

  • Links que não façam parte do contexto de uma página
  • Links de anunciantes (incluindo parceiros por troca de links, links vendidos, de anunciantes, links de artigos patrocinados… qualquer link que esteja ali só pra te dar alguma vantagem financeira ou em visitas). Os links devem existir para ajudar o leitor, não para incrementar a relevancia. Simples assim.
  • Página que só tem relevância na estrutura do seu blog, e não seriam de grande interesse para alguém usando a pesquisa. Exemplos: páginas Sobre, Contato, Termos de Uso, Políticas de Privacidade, etc.

Há plugins que definem automaticamente todos os links externos como nofollow. Tem quem defenda essa estratégia, já que grandes sites como a Wikipédia fazem isso, mas não gosto e acredito que possa ser prejucial. O motor do Google não leva em consideração apenas PageRank e links para definir a relevância dos sites, e sim uma grande quantidade de informações processadas, o que pode incluir links de qualidade. A internet foi feita para compartilhar informação, e não criar ilhas.

Segundo o mesmo artigo no blog de Matt Cutts citado antes:

In the same way that Google trusts sites less when they link to spammy sites or bad neighborhoods, parts of our system encourage links to good sites.

Traduzindo:

Do mesmo jeito que o Google confia menos em sites com links de spam ou para más vizinhanças, parte do nosso sistema encoraja links para bons sites.

Em links internos, use nofollow apenas se a página de destino não tem tanta relevância. Exemplo: página de login, página com form de contato. Mas MESMO ASSIM, Cutts adverte que “não será tão prejudicial” se mesmo esses links estiverem em “follow.

De forma geral, não é recomendado usar nofollow na linkagem interna.O PageRank deve fluir naturalmente dentro de seu site ou blog, e ao usar nofollow em todo lugar, a relevância destas páginas acaba ficando represada.

Para quem entende um pouco de inglês, fica aí o vídeo

Lembre-se do mais importante para conseguir tráfego: escreva posts de qualidade, e link somente aquilo que for importante e interessante para seus visitantes. Táticas mirabolantes para aumentar o tráfego podem funcionar por um tempo, mas a cada atualização na estrutura dos buscadores, o risco de ter seu blog penalizado aumenta.